O Navio e a Âncora

Felipe Miranda O. Morais Livros Deixe Seu Comentário

O Navio e a Âncora

O Navio e a Âncora

Você é como um Grande Navio, flutuando sobre águas turbulentas, nada pode te afundar, mas existe dentro de você uma âncora, que se for lançada ao fundo do mar… Pode te desacelerar e até mesmo te frear!

Lembro-me do trecho de um belo hino: Eu navegarei, no Oceano do Espírito… Como poderá navegar um navio que está ancorado? Como pode uma âncora tão pequena conseguir parar um Navio tão grande?

Um navio parado, ainda que ele seja grande, não serve para nada, porque não cumpre o propósito para que fora criado. Assim também acontece com quem carrega em si uma grande e pesada âncora.

A âncora que carregamos pode ser mágoa, rancor, ódio, ressentimento, enfim… Um perdão não liberado.

Não importa o tamanho desse navio, sempre haverá uma âncora capaz de interromper seu trajeto, de minar suas forças. E, mesmo que o motor permaneça em funcionamento, será um esforço em vão; nada vai poder arrastar a âncora que está arraigada no fundo do oceano. Por isso, é necessário romper as correntes que nos prendem à âncora.

 

“Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade.” Efésios 4.31

 

Não existe relacionamento sem conflito. Todavia, onde há entrega, aí existe um relacionamento saudável.

Existem pessoas que dizem: “Não frequento mais a Igreja porque os irmãos me machucaram…”. Veja bem, onde mais se poderia provar o amor ao próximo a não ser dentro de um relacionamento?

Toda igreja [congregação] é composta por pessoas e, como pessoas têm defeitos, não existe igreja perfeita. Lembre-se de que dentro da igreja existem pelo menos dois tipos de pessoas: o Joio e o Trigo.

O joio sempre trará prejuízos, mas isso não quer dizer que não devamos amá-lo; até porque só saberemos quem é o joio e quem é o trigo quando os anjos fizerem a separação, já no final da trajetória da igreja.[1] O trigo pode também nos ofender, ainda que sem querer. Assim acontece com nossos pais, que apesar de nos amar, podem nos ofender, até mesmo pelo excesso de zelo.

 

“Antes sede uns para com os outros benignos,

misericordiosos,

perdoando-vos uns aos outros,

como também Deus vos perdoou em Cristo.”

Efésios 4.32

[1] Ref. Mateus 13.49